quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

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O imbecil juvenil
Jornal da Tarde, São Paulo, 3 abr. 1998


Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.
O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.
Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.
É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.
Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.
Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.
Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.
Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

João Paulo II


JOÃO PAULO II

Há na humanidade um total descontentamento pela vida, esta sofre por parte de muitos um desprezo e uma inversão de valores inexorável, o que se presencia é um vão de sentimentos contrários a fé cristã e a banalização do absurdo. Pais que são mortos por filhos e vice-versa, homens que matam e morrem por prazer movidos por um sentimento avesso que busca sentido na total ausência de amor e humildade.


Dentro de um mundo como esses foi atribuída uma missão a um homem, ser humano como todos nós, com fraquezas e vicissitudes, momentos bons e ruins, enfim um homem normal. Mas a ele foi atribuída uma missão não muito “normal” dentro dessa sociedade supracitada, a ele foi atribuída a missão de ser o chefe da igreja de Cristo, uma igreja que se encontrava em decrépito , ultrajada muitas vezes por homens que se moviam por vaidade e poder, João Paulo II assumiu uma missão no mínimo paradoxal, pois ele ao mesmo tempo que procurou pregar o evangelho de Jesus se deteve ao intransponível respeito e atenção a doutrina da igreja católica, foi missionário, pacifista, político e incessante perseguidor da paz mundial, congregou povos de todas as raças e religiões, uniu nações por um sentimento comum: o amor de Deus. Envolveu-se em decisões importantes dentro do cenário mundial, alavancou movimentos em prol de uma igreja mais viva e envolvente ,cedeu sua santa imagem para que todos pudessem entender que havia sim em meio a tanta discórdia um homem que daria a vida por uma causa: a união do povo de Deus.

Foste João Paulo um ícone do que Deus quis para seus amados filhos, destes ao mundo uma lição de humanidade e de dignidade, soubestes como ninguém se utilizar dos dons que o próprio Espírito Santo infundiu em ti, principalmente a sabedoria de se dar com mentes tão diversas e de pensamentos completamente antagônicos. Destes a igreja de Cristo uma imagem muito mais limpa e transparente e pusestes um selo nos corações dos milhões de católicos e não católicos ao redor do mundo, o selo do amor maior que é Jesus !


Hoje o mundo chora a tua partida e sente no peito a dor que faz a ausência de um verdadeiro general na guerra pela paz e pelo respeito às coisas do alto! Que sua morte possa incutir nos corações humanos que a verdadeira conversão a Deus e a primazia de viver essa conversão em espírito e em verdade é possível, o teu testemunho prova tudo isso. Reflitamos nós também tudo o que Deus quis como nossa missão aqui na terra, procuremos nos interessar mais pelo bem do outro, amar a Jesus através de nossos irmãos e assim como João Paulo fez façamos nós também uma corrente de amor que envolva toda a terra em torno de um só coração, o coração de Deus!

OBRIGADO JOÃO PAULO E PRINCIPALMENTE OBRIGADO SENHOR POR PERMIRTIR QUE MESMO EM UM MUNDO CHAGADO PELAS MAZELAS DO CORPO E DA ALMA AINDA SE FAÇA PRESENTE ENTRE NÓS EXEMPLOS VIVOS DO QUE É TESTEMUNHAR COM A VIDA O APOSTOLADO DE CRISTO NA TERRA!! AMÉM!!

Primeiro Deus...


A satisfação de conquistar objetivos é inigualável, nada se compara ao êxtase de uma etapa vencida, de uma glória pessoal ou uma vitória com gosto de superação. Sem dúvida é ótimo vencer, Deus nos fez e nos quer vencedores, essa é a razão de termos emoção e “sangue nas veias”.


A cada passo conquistado um novo alvo é traçado e começa tudo de novo, buscamos ainda mais superar obstáculos e galgar com afinco o próximo posto que simbolize mais uma conquista.

Perfeito, pelo menos nisso nós homens acertamos. Será? Seria, porém mais uma vez por causa da nossa iniqüidade isso abre as portas para novas modalidades de corrupções espirituais, todas alavancadas por um sentimento intrépido denominado vaidade.


Por ela são desencadeadas muitas formas de fantasias existenciais, o homem atrelado ao indiscutível desejo de ser e ter transformou a vitória em obrigação, a satisfação em dever e sua glória é perante ele mesmo, porque mais do que vencer é poder se vangloriar em detrimento do fracasso alheio. Uma cria adorada pela vaidade é o egoísmo, onde se prega que pra que eu vença você tem que perder, ora... se não for assim não tem a menor graça! O que me torna um vencedor não é só o fato de ter conquistado o meu objetivo, mas muito além disso é ver as lágrimas nos olhos do meu semelhante, coitado, derrotado pela cegueira da alma e devorado pela enorme boca do sarcasmo instigante e repleto de “onipotência” humanista.


As conquistas foram completamente deturpadas em seus significados, não se vive mais com naturalidade nenhuma delas, pois para cada conquista surge uma nova glória e com certeza já tem alguém que conquistou essa glória na sua frente e está correndo mas te olhando pelo retrovisor pra saber se você conseguiu evoluir mais um degrau na busca desenfreada pelo sucesso. Meu Deus!! Você pode exclamar com um aperto no peito nesse momento, mas pra que tudo isso??? Porque o sangue que corre na veia do homem é bombeado por um coração doente por poder, ávido de ganância e locupletado de ideais mesquinhos onde a individualidade já passou a muito tempo a retardatária fraternidade e nessa corrida só quem ganha é ela,a vaidade, que sorrir da cara de uma humanidade débil e insensível por natureza.


Enquanto essa desvaloração imperar no ite de cada ser humano o que se verá é uma busca desesperada por um espaço no meio dos que habitam a “terra do vazio”, a medida que isso se torna a realidade de vida do homem ele se conduz a uma masturbação cerebral onde o prazer se depara com a angústia de se tentar chegar tão longe e se defrontar com a maior decepção que a vaidade pode te dar: o nada!!


Não valorize por demais as conquistas desse mundo, apenas entenda que o que você conquistou é fruto da providência de Deus, Ele te dá na medida da sua necessidade, e te toma na proporção da tua infidelidade. Sua maior glória é conquistar a plenitude da tua fé, celebrar a vitória da tua eleição e construir uma base que sustente a tua face espiritual. Todas as vezes que te tornares ansioso demais pra conquistar alguma coisa e isso passe a roubar a tua paz lembra-te, essa é hora de aguçar os ouvidos e buscar primeiro a Deus, por que você sabe aonde o outro caminho poderá te levar!!


AMÉM.

A confusão da mente humana



A confusão da mente humana....


Ah meu Deus, porque que ta acontecendo isso comigo??
Certamente você já deve ter ouvido essa frase por ai, declamada com um tom cáustico de lamentação em faces desfiguradas.


Essa é a realidade da humanidade que já começa a tropeçar no lixo produzido por ela mesma, composto de ganância, egoísmo, falta de humildade e principalmente desamor. A humanidade agora grita em desespero a Deus porque não se suporta mais, é impossível conviver em harmonia com as pessoas se não conseguimos nos harmonizar conosco mesmos. Ao olharmos a evolução do homem através da tecnologia percebemos que na mediada diretamente proporcional cresce a pobreza de sentimentos, hoje muito escondido está , nas entranhas mesmo, a vontade de ser humilde, de amar e compartilhar com o próximo a felicidade da dádiva que é experimentar do dom da vida junto com os irmãos.


A humanidade se queixa a Deus, ora mais, a Deus?? Definitivamente Deus não tem nada a ver com o processo de falência da vida humana. Deus deixou prontas todas as cartilhas para uma boa administração da empresa chamada “humanidade”, foi um administrador nato, viabilizando ao homem todos recursos para se auto-gerir com correção e dignidade, porém, os gerentes é que fizeram questão de expurgar esses ensinamentos. A degradação do homem se concretiza a partir do momento que ele renega seu criador e se declara auto-suficiente, e é justamente nesse ponto que começa seu processo de auto-destruição.


Carrasco de si mesmo o homem castra seu lado espiritual e vive unicamente de seus desejos carnais, fincado em prazeres efêmeros e alimentado pela vaidade ele vai seguindo impulsionado por um universo de sentimentos vãos e contrários a fé cristã, simbolizados por uma era de onde as atitudes libertinas e libidinosas estão na moda e são encaradas a cada dia com a mais cínica naturalidade. Conviver bem com a vida é ter poder de mover o mundo, humilhar semelhantes, esnobar riquezas e cuspir na cara de quem ousa se meter no seu caminho. Viver sem limites, essa é a logomarca que é mais adequada a quem não respeita nem de longe o espaço do outro, pelo contrário o reduz cada vez mais e se utilizando de um sarcasmo amargo atropela a dignidade e fere mortalmente a caridade, incinerada a cada dia pelo fogo insuportável da iniqüidade.


Não precisaria ser profeta para prever que nessa caminhada rumo ao abismo o homem um dia se veria a beira do precipício, pois é, e esse dia chegou. As doenças que matam a humanidade muitas vezes não são mais as da carne e sim as alma, pessoas anti-fraternas com uma imensa dificuldade de interação, cheias de serem vazias, paralíticas no seu espírito e anêmicas de amor. Culmina em um desespero instigante, um labirinto fechado onde se roda, roda e não se encontra saída, é cada vez mais impossível para o homem buscar soluções dentro do que quis acreditar ser o único motivo de viver: o poder. Ele se vê desnudo perante a verdade e a vaidade, ganância, falta de humildade e todos os sentimentos aos quais ele fincou sua vida já não se apresentam tão amáveis como em outrora, então numa busca enlouquecida por saídas mensuráveis ele se depara com os limites da carne e percebe: não tenho a quem recorrer. Mas você pensa que ele recorre e reconhece que Deus é a única saída? Não ainda existe a depressão, a ausência de amor pela vida, misturada com o transloucado orgulho de negação a Deus.


A máscara do príncipe do mundo está caindo dia após dia, as ruínas se amontoam diante do fracasso de uma humanidade que preferiu ser guiada por ensinamentos outros que não os que tão amavelmente foram criados pelo Pai, Jesus dizia “ não sobrará pedra sobre pedra...” e confirmava que “ aquele que nele crer não perecerá mas terá vida eterna”. O tempo: é hoje. A hora: agora. Não desperdice seu tempo, aproveite cada hora, minuto ou segundo para reconhecer que você não é nada defronte a imensa glória e poder de Deus, lute, mas lute com todas as suas forças para permanecer do lado certo, à direita do Pai, do lado de DEUS!

AMÉM!!!

A Eucaristia na visão do Contador




A Eucaristia na visão do contador: minimizando o mundo, maximizando a FÉ...


Quisera eu poder contabilizar o valor da Eucaristia, meras e frustradas tentativas, nunca consegui fechar esse balanço. As minhas técnicas e domínio da Ciência Contábil são apuradas, vivo a mensurar valores exatos, a explicitar ocasiões com precisão e indicar caminhos pra melhor gerir riquezas. Porém, fui surpreendido por um Sacerdote de minha amada igreja que me parou e disse: filho você que é tão acostumado a medir, meça pra mim qual o valor da Eucaristia na vida de um homem. Eu comecei, como qualquer outra tarefa contábil, a calcular os seus ativos e passivos e descobri logo de cara que seus passivos dependiam da intensidade do seu ativo, ou seja, a Santa Eucaristia para o homem é um investimento no seu maior ativo: seu espírito. E quanto mais ele a recebe faz irretocável e imune esse ativo a passivos indesejáveis. A Eucaristia isenta seu contribuinte de todo e qualquer imposto,pois ela é dada de maneira filantrópica e não visa em nenhum momento lucrar quando oferecida aos fiéis. A Eucaristia fortalece o permanente de quem a recebe porque constrói dentro do homem a mais poderosa e sublime máquina, um coração que se dispõe a amar. A eucaristia defende o homem de seus devedores duvidosos, porque tão grande é a presença de Deus em quem a recebe que nem mesmo o mais desonesto homem ficará na dúvida em ceder tudo o que tem pra de igual forma sentir essa glória sem par em seu coração. A Eucaristia aumenta seu realizável, ela faz a curto e a longo prazo uma obra constante de purificação em sua vida te conduzindo a viver em paz e semear paz a todos àqueles que ao teu redor permanecem. A Eucaristia jamais se deprecia, pelo contrário quanto mais tempo ela permanece no patrimônio de sua vida tão maior é a eficácia de sua capacidade de gerar em você o maior e ilibado benefício: o AMOR. Com índices tão atípicos não consegui mensurar o valor da Eucaristia na vida de um homem, ela é muito maior e mais perfeita e mesmo o meu conhecimento de contabilidade não foi capaz de desvendar todo o seu mistério,contudo, mesmo não sendo apto a tal proeza dentro da área contábil, eu consegui entender algo que nem mesmo a ciência com toda a sua perfeição e exatidão consegue explicar: percebi que Deus é tão poderoso que o maior de todos os cientistas se curva diante da sua infinita glória, e ao mesmo tempo se faz tão simples que oferece todo esse poder em um pequeno pedaço de pão. Não posso, não devo e não consigo mais passar um minuto que seja longe desse AMOR, sob pena de declarar a falência talvez da maior dádiva e dom que Deus me permitiu experimentar, A MINHA PRÓPRIA VIDA!!

VIVAMOS A CADA DIA O DESEJO DE RECEBER O CRISTO VIVO, E QUE ISSO NÃO SE FAÇA PARA NÓS UMA OBRIGAÇÃO, MAS SIM, UMA NECESSIDADE!!!

Dia das mães



Vir ao mundo. Uma frase usada com freqüência nas conversas em todos os lugares. Vir ao mundo pra ser gente, pra crescer, enfrentar a vida, partilhar momentos, suportar sofrimentos e superar todas as adversidades. Hoje em dia viver passou a ser uma tarefa árdua de sobrevivência, onde não sabemos o que o amanhã reserva para nós, onde não alcançamos o ponto certo para encontrar a dignidade em meio a tanto egoísmo, poder e cobiça.

Esperei de Deus uma resposta divina para entender porque a humanidade foi tão corrompida, porque os sentimentos denotam muito mais o seu avesso do que sua verdadeira face. Precisava entender que deveria haver algo que explicasse que a essência humana não poderia ser distinta do amor, da paz e da fraternidade. Porque em nossa essência abrigamos um espírito e um corpo, criados para ser imagem e semelhança do Pai. As coisas imperfeitas do mundo não convenciam o meu senso racional, não pude encontrar enquanto homem algo que se aproximasse do verdadeiro amor, algo que me transmitisse a sensação ímpar de ser filho de Deus. Cada vez mais ávido por respostas não conseguia me conformar com o completo vão de sentimentos, com a paralisia espiritual do homem, e não poderia me conformar mesmo, por que todas as vezes que olhei para o meu interior eu percebi que Deus tinha pra mim ao menos alguma coisa humana, mas que pudesse explicar um amor que era divino.

Passei a procurar, a esperar um sinal de Deus, uma forma de abraçar com todas as forças o entendimento desse amor, podia sentir que ele existia, que ele era real e que mesmo diante de um homem repleto de limitações havia um sinal que mais se aproximava do amor que Deus sentia por nós. Investia em tudo, procurei na natureza, nos amores, nas criaturas, no cerne dos sentimentos, percebia que havia harmonia mas não sentia que aquilo poderia ser tão profundo, que teria forças para plagiar um amor tão perfeito como o de Deus.

Busquei em tudo, busquei em nada, forçava minha natureza humana para poder enxergar de maneira mais clara aquilo que me inquietava a alma mas que eu sabia que existia. Convicto de não ter mais onde buscar, volte-me pra Deus em oração e disse: Senhor em quão longínquos lugares escondes um traço da perfeição do teu amor figurado em nossa humanidade? Onde posso vislumbrar algo tão singelo e ao mesmo tempo tão alto?

Mas Deus me falou, falou ao coração, e me disse que ai estava o meu grande erro, porque procurei muito longe, aquilo que estava bem perto. Porque não percebi nos detalhes que desde de que nasci o amor se fez em mim essência. E Deus me mostrava que só tão grande amor seria capaz de zelar por minha vida mesmo enquanto ainda eu não via luzir o amanhecer, e Deus me mostrava que só tão perfeito amor me permitiria abraçar o dom da vida que só veio a existir por causa do dom de outra vida que desejava profundamente amar.

E Deus me permitiu enxergar que seu amor figurado na humanidade tinha que permanecer sempre por perto de cada vida gerada, de cada palavra que fosse pronunciada, de cada gesto e de cada olhar. E me deixava perceber que tão grande importância foi dada a esse amor ao ponto de influenciar nas decisões de seu próprio filho, Jesus Cristo.

Como pude ser tão tolo a ponto de não entender que só um coração de mãe em tudo se faria presente para preservar a existência do meu ser, mesmo que custasse sua própria vida.Como não pude enxergar que só um coração de mãe amaria tão profundamente que dedicaria toda uma vida por outra pessoa, desde os primeiros passos até o passo em que ela deixasse o mundo para viver na eternidade. Como não pude te olhar e dizer: em ti mãe encontrei um amor humano que em sua essência só se explica divinamente, e só em ti mãe pude recorrer a minha proteção inabalável, ao aconchego mais adorável e ao amor antes pra mim inexplicável. Porque ser sangue do teu sangue e carne da tua carne não é coisa que se possa esquecer com o tempo, porque nem o tempo jamais esqueceu o teu tão grande valor, porque a própria vida te aclama todos os dias a chance de existir e porque o amor celebra contigo a dádiva de se fazer presente no seio da humanidade.

Sim mãe, hoje entendo que sentir plena confiança, que encontrar total segurança não é coisa muito comum em um mundo repleto de maldade. Entendi que não importa a idade, porque quando me sinto desamparado é o teu colo que eu vou sempre procurar, e que se algum dia tudo estiver dando errado em minha vida uma coisa eu sei que sempre terei como certo, o teu abraço.




Sim mãezinha, porque foi o dom da tua vida que me permitiu experimentar o dom da minha, porque foi por causa do teu tão louco amor que hoje eu posso ser são para demonstrar o quanto te quero bem. E se mesmo a emoção me tolher as palavras... mesmo assim tentarei dizer o quanto que sou grato a Deus por ter escolhido justamente você para me fazer perceber que o melhor do amor é saber amar.

E por fim, como Deus me fez entender tudo isso eu poderei dizer essas palavras: muito obrigado a todas as mães desse mundo, não só por esse dia em especial mas por todos os dias em que permanecem do nosso lado e que nos fazem crer que o amor de mãe é tão puro e tão verdadeiro que até o próprio Deus se encanta com tamanha beleza.

MÃE... AMOR ... VIDA

Amém !

ROMANTISMO





Um brinde ao romantismo...

Na sacada de uma janela em cima de uma duna aprecia o barulho das ondas o romantismo, ele tem cabelos longos que esvoaçantes e em harmonia com a brisa fazem uma dança tão perfeita que inebria e maltrata a visão de qualquer sentimento intrépido.

Ele caçoa dos corações apressados que não têm tempo de amar, dos sentimentos estressados com a angústia do cotidiano, das palavras secas, repletas de amargura, guiadas por uma vida anêmica de amor...

O romantismo é essência, é luz que brilha, é amor que ressoa, é vida que brota do âmago de cada ser que opta pela nobreza de sentimentos, pela sutileza de uma rosa, pela verdade e sinceridade de um sorriso. Ele não mede a força com que vai amar, mas ama com todas as forças que tem, ele não precisa de muitas palavras para fazer efeito, não mais que um olhar já preenche de luz tudo que está em volta, cada gesto, cada toque, cada som... tudo conspira a favor do amor, o romantismo alimenta o amor, rega a felicidade, mantém vivo o desejo.

Ah pobre mundo que vira as costas para a poesia em forma de envolvimento, que não alcança o brinde à paixão que ao oscular o amor forja a felicidade... que tanta amargura esconde o bom da vida, que tantas preocupações ocultam a alegria de se sentir amado... não, não vale a pena...

Brindemos o romantismo porque a força que o impele sagra-se na divindade que o criou, e quem tenta destruí-lo já foi derrotado pela desesperança, e quem o vivencia já superou todas as barreiras que foram, que são e que hão de vir...


Carlos Alexandre