quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Dia das mães



Vir ao mundo. Uma frase usada com freqüência nas conversas em todos os lugares. Vir ao mundo pra ser gente, pra crescer, enfrentar a vida, partilhar momentos, suportar sofrimentos e superar todas as adversidades. Hoje em dia viver passou a ser uma tarefa árdua de sobrevivência, onde não sabemos o que o amanhã reserva para nós, onde não alcançamos o ponto certo para encontrar a dignidade em meio a tanto egoísmo, poder e cobiça.

Esperei de Deus uma resposta divina para entender porque a humanidade foi tão corrompida, porque os sentimentos denotam muito mais o seu avesso do que sua verdadeira face. Precisava entender que deveria haver algo que explicasse que a essência humana não poderia ser distinta do amor, da paz e da fraternidade. Porque em nossa essência abrigamos um espírito e um corpo, criados para ser imagem e semelhança do Pai. As coisas imperfeitas do mundo não convenciam o meu senso racional, não pude encontrar enquanto homem algo que se aproximasse do verdadeiro amor, algo que me transmitisse a sensação ímpar de ser filho de Deus. Cada vez mais ávido por respostas não conseguia me conformar com o completo vão de sentimentos, com a paralisia espiritual do homem, e não poderia me conformar mesmo, por que todas as vezes que olhei para o meu interior eu percebi que Deus tinha pra mim ao menos alguma coisa humana, mas que pudesse explicar um amor que era divino.

Passei a procurar, a esperar um sinal de Deus, uma forma de abraçar com todas as forças o entendimento desse amor, podia sentir que ele existia, que ele era real e que mesmo diante de um homem repleto de limitações havia um sinal que mais se aproximava do amor que Deus sentia por nós. Investia em tudo, procurei na natureza, nos amores, nas criaturas, no cerne dos sentimentos, percebia que havia harmonia mas não sentia que aquilo poderia ser tão profundo, que teria forças para plagiar um amor tão perfeito como o de Deus.

Busquei em tudo, busquei em nada, forçava minha natureza humana para poder enxergar de maneira mais clara aquilo que me inquietava a alma mas que eu sabia que existia. Convicto de não ter mais onde buscar, volte-me pra Deus em oração e disse: Senhor em quão longínquos lugares escondes um traço da perfeição do teu amor figurado em nossa humanidade? Onde posso vislumbrar algo tão singelo e ao mesmo tempo tão alto?

Mas Deus me falou, falou ao coração, e me disse que ai estava o meu grande erro, porque procurei muito longe, aquilo que estava bem perto. Porque não percebi nos detalhes que desde de que nasci o amor se fez em mim essência. E Deus me mostrava que só tão grande amor seria capaz de zelar por minha vida mesmo enquanto ainda eu não via luzir o amanhecer, e Deus me mostrava que só tão perfeito amor me permitiria abraçar o dom da vida que só veio a existir por causa do dom de outra vida que desejava profundamente amar.

E Deus me permitiu enxergar que seu amor figurado na humanidade tinha que permanecer sempre por perto de cada vida gerada, de cada palavra que fosse pronunciada, de cada gesto e de cada olhar. E me deixava perceber que tão grande importância foi dada a esse amor ao ponto de influenciar nas decisões de seu próprio filho, Jesus Cristo.

Como pude ser tão tolo a ponto de não entender que só um coração de mãe em tudo se faria presente para preservar a existência do meu ser, mesmo que custasse sua própria vida.Como não pude enxergar que só um coração de mãe amaria tão profundamente que dedicaria toda uma vida por outra pessoa, desde os primeiros passos até o passo em que ela deixasse o mundo para viver na eternidade. Como não pude te olhar e dizer: em ti mãe encontrei um amor humano que em sua essência só se explica divinamente, e só em ti mãe pude recorrer a minha proteção inabalável, ao aconchego mais adorável e ao amor antes pra mim inexplicável. Porque ser sangue do teu sangue e carne da tua carne não é coisa que se possa esquecer com o tempo, porque nem o tempo jamais esqueceu o teu tão grande valor, porque a própria vida te aclama todos os dias a chance de existir e porque o amor celebra contigo a dádiva de se fazer presente no seio da humanidade.

Sim mãe, hoje entendo que sentir plena confiança, que encontrar total segurança não é coisa muito comum em um mundo repleto de maldade. Entendi que não importa a idade, porque quando me sinto desamparado é o teu colo que eu vou sempre procurar, e que se algum dia tudo estiver dando errado em minha vida uma coisa eu sei que sempre terei como certo, o teu abraço.




Sim mãezinha, porque foi o dom da tua vida que me permitiu experimentar o dom da minha, porque foi por causa do teu tão louco amor que hoje eu posso ser são para demonstrar o quanto te quero bem. E se mesmo a emoção me tolher as palavras... mesmo assim tentarei dizer o quanto que sou grato a Deus por ter escolhido justamente você para me fazer perceber que o melhor do amor é saber amar.

E por fim, como Deus me fez entender tudo isso eu poderei dizer essas palavras: muito obrigado a todas as mães desse mundo, não só por esse dia em especial mas por todos os dias em que permanecem do nosso lado e que nos fazem crer que o amor de mãe é tão puro e tão verdadeiro que até o próprio Deus se encanta com tamanha beleza.

MÃE... AMOR ... VIDA

Amém !

Nenhum comentário: