quarta-feira, 1 de agosto de 2007

ROMANTISMO





Um brinde ao romantismo...

Na sacada de uma janela em cima de uma duna aprecia o barulho das ondas o romantismo, ele tem cabelos longos que esvoaçantes e em harmonia com a brisa fazem uma dança tão perfeita que inebria e maltrata a visão de qualquer sentimento intrépido.

Ele caçoa dos corações apressados que não têm tempo de amar, dos sentimentos estressados com a angústia do cotidiano, das palavras secas, repletas de amargura, guiadas por uma vida anêmica de amor...

O romantismo é essência, é luz que brilha, é amor que ressoa, é vida que brota do âmago de cada ser que opta pela nobreza de sentimentos, pela sutileza de uma rosa, pela verdade e sinceridade de um sorriso. Ele não mede a força com que vai amar, mas ama com todas as forças que tem, ele não precisa de muitas palavras para fazer efeito, não mais que um olhar já preenche de luz tudo que está em volta, cada gesto, cada toque, cada som... tudo conspira a favor do amor, o romantismo alimenta o amor, rega a felicidade, mantém vivo o desejo.

Ah pobre mundo que vira as costas para a poesia em forma de envolvimento, que não alcança o brinde à paixão que ao oscular o amor forja a felicidade... que tanta amargura esconde o bom da vida, que tantas preocupações ocultam a alegria de se sentir amado... não, não vale a pena...

Brindemos o romantismo porque a força que o impele sagra-se na divindade que o criou, e quem tenta destruí-lo já foi derrotado pela desesperança, e quem o vivencia já superou todas as barreiras que foram, que são e que hão de vir...


Carlos Alexandre

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